NH power

22/Xuño/2008

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8 Comments

  • 1. W.sobchak  |  23/Xuño/2008 at 11:13

    Atribuir umha grafia a un fonema é umha abstracción por parte de umha sociedade (o caso normal), ou por un grupo de lingüistas de elite nun laboratorio (o caso galego)
    Por suposto que temos que defender a nosa fónetica, que esta en perigo de extinción moito antes que o idioma (eso está relacionado con o teu outro post, sobre porque os portugueses pensan que un galego fala espanhol ao escoitalo. Porque na maioría dos casos están a falar galego con fonética espanhola).
    Mais o feito de que o fónema que en espanhol se representa con “ñ”, en portugués con “nh” e en catalán con “ny” é debido a umha decisión arbitraria e con claras componendas políticas. De feito nos escritos orixinais do rexurdimento e de comezos do século XX, o uso do “ñ” ou do “nh” era varaiabel segundo o autor.

    Desde logo que temos que gabarnos do noso fónema velar. Mais poderiamos representalo con o “mh” perfectamente. Por que é a sociedade a que decide como se pronuncian as grafías. Suponho que o alema dira “xespir” e non “sapesqueare” cando fala do escritor inglés.

    E este tema tócame de cheo porque o emprego do “nh” e o “mh” son as únicas concesions que na actualidade fago ao reintegracionismo, dento do meu freestyle ortográfico.

  • 2. Gerardinho2000  |  23/Xuño/2008 at 11:23

    Isso é falso, Alema. O “ene velar” não é um ene. Fonologicamente é um “fonema nasal velar”, igual que /n/ é um “fonema nasal alveolar” e /m/ é um “fonema nasal bilabial” ou o /ɲ/ un “fonema nasal palatal”. Não podes confundir o fonema (que é oral) com a sua forma escrita, pois pola mesma regra de três o italiano “gn” poderia ser chamado de “gê nasal”, quando é igualmente um “fonema nasal palatal” (/ɲ/).

  • 3. alema  |  23/Xuño/2008 at 11:25

    home, eu creo que o n velar é máis similar ao n (alveolar) que ao m (bilabial), non?

  • 4. Gerardinho2000  |  23/Xuño/2008 at 13:55

    Homem, a similitude de um fonema acho que só se pode mirar desde o ponto de vista de articulação ou mediante um espectrograma.

    Em qualquer caso, mesmo que o mal-chamado “ene velar” se parecesse com um “m”, segue a ser um fonema diferente. Comparar fonemas (e metendo entre médias a escrita) é um mau hábito.

    Desde um ponto de vista da escrita, têm a mesma legitimidade para grafar a nasal velar o N quanto o M.

    Por certo, que se queres um argumento para negar-lhe grafema próprio dou-che o seguinte: a nasal velar não se grafa com fonema próprio em todos os casos. Nas frases (e uso escrita ILG-RAG) “un amigo” ou “en adiante” hai nasal velar que se grafa como nasal alveolar. Uma escrita coerente seria “unh amigo” e “enh adiante” ;-)

    NH is only for nasal palatal, meu (e uma marca de hotelaria ;)

  • 5. alema  |  23/Xuño/2008 at 14:42

    home, tamén podemos discutir por que escribimos gu diante de e e i… (guerra e non gerra)… algo que, por certo, fai tamén o portugués.
    o tema do ñ dá para outro post, pero está documentado que tamén se utilizou no galego medieval (alén dunha ampla variedade dos nosos escritores, quen segundo os reintegratas só escribían no seu tan mencionado “castrapo”).

  • 6. Gerardinho2000  |  23/Xuño/2008 at 18:50

    Alema, não desinformes. Sabes que quando um reintegrata fala de “castrapo” não se refere necessariamente ao galego ILG/RAG.

    Por outra parte, o uso do Ñ está documentado na idade média, mas “curiosamente” está mais estendido quanto mais forte é a colonziação castelhana, como pode comprovar qualquer pessoa utilizando o Temilg (uma aplicação do ILG onde podemos consultar a afluência de um termo e o número de ocorrências segundo o ano, mas também deixa procurar grafemas soltos, como seria o Ñ).

    Na idade média também se usaram os dígrafos mh, nj, ni e nh para representar esse fonema. O Ñ p rovém do NN, dígrafo que só faz sentido em castelhano, ao virem daí parte dos seus Ñ.

  • 7. alema  |  23/Xuño/2008 at 20:48

    tamén podemos consultar o tilg, que recolle as principais obras da literatura moderna galega (non medieval) e alí gaña por goleada o ñ. como teñamos que poñernos a escribir en galego medieval, imos de cu :-P
    con respecto ao termo “castrapo”, iso dará para un próximo post, porque tamén nese aspecto hai moita chicha… :D

  • 8. Gerardinho2000  |  24/Xuño/2008 at 9:31

    Sim, Alema, mas o TILG não recolhe, porém, a literatura moderna GALEGA que se escreve em PORTUGAL ;-) Porque eu, como reintegrata, também defendo essa literatura como minha :P

    É como se me dizes que na literatura em moldavo ganha por goleada a escrita em caracteres cirílicos… Claro, porque se a consideras isolada da romanesa…

    Também na literatura em “ladino” (termo equívoco para designar o sefardita) ganha por goleada o “K” ,mas se atenderoms ao conjunto da literatura em castelhano… pois não ;-)

    A todo isto, que foste tu quem sacou a colação o de que o Ñ se usava na Idade Média, olho! ;-)

    NOTA: volto-che avisar que tenhas cuidado com te molhares com um post sobre o Ñ, que a cousa é muuuito complexa ;-)


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